Quando for idoso quero receber muitos abraços.

idosoQuando eu for idoso quero receber muitos abraços!!

Vários estudos sobre o valor terapêutico do contato, do toque e do abraço reforçam a importância destes gestos no dia a dia de qualquer pessoa. Imaginem então os benefícios para os idosos com Alzheimer e outras demências.
à medida que os pacientes  de Alzheimer vão tendo decréscimos em suas funções cognitivas, vão se tornando mais e mais sensitivos e sua comunicação com a realidade atual passa a ser cada vez mais intuitiva e menos verbal E ái é que entra a importância do contato físico, do toque, do abraço.

Você imagina como seu pai ou sua mãe, idosos, gostariam de receber um abraço seu? ou dos netos? Que boas sensações e sentimentos de afeto, conforto e segurança seriam transmitidos? Quão satisfeitos ficariam?

Colecionamos algumas recomendações resultantes destes estudos, válidos não apenas para os idosos acometidos de demência, mas para todas as pessoas em geral.

Segundo artigos publicados pelo National Institutes of Health¹  (NIH – Agência governamental do departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, com sede em Bethesda, Maryland) extraídos de um amplo estudo sobre a Terapia do Toque: “Os resultados deste estudo sobre o aumento contínuo de qualidade sugere que a terapia do toque promove conforto, calma, bem estar e muita satisfação ao paciente.”

A Terapia do Abraço

Por sua vez, para Marcus Julian Felicetti ⁴ a Terapia do Abraço é definitivamente um poderoso caminho para cura. Pesquisas mostram que o abraço (assim como o riso) é extremamente eficaz na cura de mal estares, solidão, depressão, ansiedade e estresse. Além disso, que um abraço apertado onde os corações são pressionados junto ao peito, podem trazer benefícios nas seguintes situações:

  1. O toque carinhoso de um abraço gera confiança e senso de segurança. – o que ajuda na possibilidade de uma comunicação entre o receptor e o doador do abraço.
  2. Abraços podem aumentar instantaneamente os níveis de oxigênio no sangue reduzindo sentimentos de solidão, isolamento e raiva.
  3. Um abraço apertado e longo eleva os níveis de serotonina, melhorando o humor e criando sentimento de felicidade.
  4. Abraços reforçam o sistema imunológico. Uma pressão suave sobre o esterno gera uma carga emocional que ativa o chakra plexo solar ², estimula a glândula do timo que regula e equilibra a produção de leucócitos (células brancas do sangue) e que por sua vez, mantém uma pessoa saudável e livre de doenças.
  5. Abraços aumentam a autoestima. Desde o momento do nascimento o toque de pessoas da família nos ensina que somos amados e especiais. A associação do amor próprio e sensações táteis guardadas desde a tenra idade ainda continuam gravadas no sistema nervoso no adulto e no idoso. Afagos que recebemos do pai e da mãe durante o crescimento ficam impressos no nível das células. Abraços, portanto, nos conectam à nossa capacidade de amor próprio.
  6. Abraços relaxam os músculos e aliviam tensões no corpo. Abraços podem aliviar dores pelo aumento de circulação nos tecidos moles.
  7. Abraços equilibram o sistema nervoso. Respostas galvânicas da pele de alguém que recebe ou dá um abraço mostram alterações na condutância da pele.  O efeito da umidade e da eletricidade na pele sugerem um melhor equilíbrio no sistema nervoso parasimpático.
  8. Abraços são lições de como dar e receber. Abraços nos ensinam que o amor flui nos dois sentidos entre quem dá e quem recebe.
  9. Abraços são muito semelhantes à meditação e ao riso. Eles nos ensinam a viver o momento presente. Eles nos encorajam a fazer fluir a energia da vida. Abraços nos tiram de pensamentos circulares e nos conectam com o coração, os sentimentos e a respiração.
  10. A troca de energia entre pessoas que se abraçam é um investimento no relacionamento. Ela encoraja a empatia e o entendimento. E, é sinérgico, o que significa que o resultado final é maior que a somas das partes. Esta sinergia produz relacionamentos do tipo “ganha-ganha”, onde todos ganham – quem dá e quem recebe.

Como diz Virginia Satir ³, a respeitável terapeuta de família:

“Precisamos de 4 abraços por dia para sobreviver. Precisamos de 8 abraços por dia para nos manter. Precisamos de 12 abraços por dia para crescer. “

E então, quantos abraços você deu hoje ao seu pai, à sua mãe, ou a um idoso familiar que sofre de Alzheimer?

pense nisso!

 

Pense nisso!

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(1) National Institutes of Health (NIH – Agência governamental do departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, com sede em Bethesda, Maryland)

(2) chakras segundo a filosofia iogue, são centros energéticos dentro do corpo humano, que distribuem a energia (prana) através de canais (nadis) que nutre órgãos e sistemas. O Manipura ou Chakra Plexo Solar localizado no centro do abdome, centro de compensação de energia para os outros chakras, funciona como receptor e emissor de energias. Exterioriza, energiza e controla o pâncreas, governa a ação do fígado, baço, estômago, vesícula, intestino grosso, até certo ponto o intestino delgado, aspectos do sistema nervoso, pele, músculos, sistema digestivo, apêndice.

(3) Virginia Satir foi uma notável autora e psicoterapeuta norte-americana, conhecida sobretudo pela sua abordagem de terapia familiar e por seu trabalho com constelações sistêmicas.

(4) Marcus Julian Felicetti  publicou seu estudo no MindBodyGreen  

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Cida Griza

About Cida Griza

. Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise - PUC/PR . Especialização em Atenção à Saúde do idoso (Gerontologia) - UFSC/SC . Coordenadora da Abraz-Subregional de Joinville/SC (2002 - 2010) . Professora Universitária na disciplina de Geriatria e Gerontologia - ACE/SC . Professora do curso de pós graduação em Gerontologia - FURB/SC . Professora do Grupo ECM - Estimumlação Cognitiva e Motora

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