Como reduzir o risco de desenvolver uma demência?

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Dia 21 de setembro: Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

Dia de conscientização e alerta para a doença de Alzheimer.

A demência, incluindo a doença de Alzheimer, continua sendo um dos maiores desafios enfrentados por nossa geração. A quantidade de pessoas acometidas pelas demências no mundo, alcançam números alarmantes que atingem escalas epidêmicas.Estima-se que em 2030 quase 90 milhões de pessoas desenvolverão algum tipo de demência, sendo que a doença de Alzheimer representa entre 50 e 75% do total. É urgente que procuremos meios de reduzir o risco e de retardar o desenvolvimento da doença.

A doença de Alzheimer e outras demências deverão se transformar rapidamente em prioridade de saúde pública mundial. Governos deverão desenvolver estratégias adequadas para lidar com a epidemia de forma holística – incluindo atacar tanto a redução do risco para as futuras gerações bem como o cuidado com os atuais doentes, pondo em prática políticas públicas que deem condições e apoio aos familiares e cuidadores que convivem com eles.

Quais são as políticas e programas nacionais de saúde e direito dos idosos no Brasil?

As principais leis promulgadas, infelizmente, não tem sido efetivamente implementadas pelos gestores da saúde pública, principalmente no enfrentamento das demências e, em particular, da Doença de Alzheimer.

Estatuto do Idoso (Lei n° 10741, de 1° de Outubro de 2003),

Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (Portaria MS/GM n° 2528, de 20 de outubro de 2006)

Política Nacional do Idoso (Lei nº 8.842, de 4 de janeiro de 1994)

Assim resta aos que atingem a meia idade, tentar meios de redução do risco.

E como reduzir o risco de desenvolvimento de demências?

Trabalhar os fatores modificáveis?

5 dicas para reduzir o risco de demências que você pode começar hoje mesmo:

  • Cuide de seu coração
  • Mantenha-se fisicamente ativo
  • Siga uma dieta saudável
  • Ative seu cérebro
  • Desfrute da vida social

Entenda porquê?

Fatores de risco de doenças neurodegenerativas afetando mais de 5 milhões de americanos não estão todos no cérebro. Duas condições aparentemente sem relação – hipertensão arterial e diabetes – são fatores de risco notáveis identificados no relatório “World Alzheimer Report 2014“, da Alzheimer’s Disease International (ADI) publicado há uma semana.

Estudos mostram forte conexão entre doenças do cérebro, patologias do coração, diabetes e o tabagismo. Há outras evidências de que a obesidade e o sedentarismo podem estar entre os fatores de risco.

Muitas pessoas enxergam Alzheimer como uma doença sobre o qual não se tem controle. Mas enquanto fatores como idade e a carga genética tem grande peso no seu desenvolvimento, dados recentes indicam que outros fatores, que podem ser modificados, tem também papel relevante.

Desta forma, a hipertensão arterial na meia idade adequadamente tratada pode reduzir o risco de demência, assim como, a diabetes. Ambas podem ser tratadas com mudanças no estilo de vida e, se necessário, com medicamentos.

Um estilo de vida saudável, com atividades físicas regulares combinadas com dietas equilibradas, estímulos sociais e mentais, e eliminação do tabagismo, contribui sensivelmente para um envelhecimento sadio do cérebro. Como evidência destes fatores, verificou-se que em alguns países, nos últimos 20 anos, houve uma redução da incidência de demência. O motivo, segundo o documento, é o melhor controle do diabetes, da hipertensão e a diminuição do tabagismo.

A equipe liderada por Martin Prince, do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociências da King’s College of London, que produziu o relatório,  examinou criticamente evidências de existência de fatores de risco modificáveis. “Nós nos concentramos em quatro domínios fundamentais: desenvolvimento psicológico e psicossocial, estilo de vida e fatores de risco cardiovascular”, enumera. Ele garante, com base em dados científicos, que, mesmo com o envelhecimento da população, a incidência de demências pode ser modificada com a redução do tabagismo e um melhor controle e detecção da hipertensão arterial e do diabetes. Somente, de acordo com as conclusões do grupo, o diabetes pode responder pelo aumento de 50% do risco de doenças neurodegenerativas.

Independentemente da idade e da carga genética, a incidência da doença de Alzheimer e das demências e modo geral, pode ser modificada com a receita tradicional baseada em: vida saudável, não fumar, dieta equilibrada  e exercícios regulares.

A equipe de pesquisadores resumiu as recomendações em uma máxima:

“O que é bom para o coração é bom para o cérebro”.

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Equipe 3iMelhor

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Fonte: “World Alzheimer Report 2014” da Alzheimer’s Disease International (ADI): Dementia and Risk Reduction  an analysis of protective and modifiable factors” dos autores:

            Prof. Martin Prince do The Global Observatory for Ageing and Dementia Care,    King’s College, Londres

            Prof. Emiliano Albanese da University of Geneva, Switzerland

           Dr. Maëlenn Guerchet do The Global Observatory for Ageing and                           Dementia Care, King’s College, Londres

            Dr. Matthew Prina do The Global Observatory for Ageing and Dementia                 Care, King’s College, Londres

 

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