O que a Doença de Alzheimer e de Parkinson têm em comum?

Doença de Alzheimer e mal de ParkinsonLos Angeles (EUA), 3 jul (EFE).- É sabido que a doença de Alzheimer e a de Parkinson atacam áreas diferentes do cérebro e apresentam manifestações distintas nos pacientes. As duas doenças têm um ponto em comum na origem. Diz estudo divulgado nesta segunda-feira pela Universidade de Emory (EUA).

enzima comum em suas origens.

Segundo explicou Keqiang Ye, professor de Emory e líder da equipe de pesquisa, tanto o Alzheimer quanto o Parkinson são causados por formas tóxicas de uma proteína que se adere às células cerebrais.

Alzheimer

No caso da doença de Alzheimer, a proteína tóxica se adere às células da proteína Tau, criando “emaranhados neurofibrilares”. Já no caso do Parkinson, a proteína tóxica alfa-sinucleína aderida a células cerebrais forma os corpos de Lewy.

Anteriormente, a equipe liderada por Ye tinha identificado uma enzima, a AEP, “que corta a Tau de uma maneira que a faz mais pegajosa e mais tóxica”.

Experiências realizadas em animais verificaram que as drogas que inibem a AEP têm efeitos positivos no controle da doença de Alzheimer.

Parkinson

“No Parkinson, a alfa-sinucleína se comporta de forma muito similar à Tau no Alzheimer. Raciocinamos que se a AEP corta a Tau, era muito possível que cortasse a alfa-sinucleína também”, apontou Ye.

Assim, os pesquisadores encontraram pedaços específicos de alfa-sinucleína “cortados” pela AEP em mostras de tecido cerebral de pacientes com Parkinson; mas não em pacientes normais.

Ao verificar que a AEP também aparece como base original do mal de Parkinson, os cientistas esperam que o desenvolvimento de inibidores desta enzima possa ajudar a encontrar drogas que previnam a aparição de ambas as doenças.

No entanto, Ye advertiu que a AEP não é a única enzima que divide a alfa-sinucleína em várias partes tóxicas; e que a forma completa da enzima ainda pode se aderir e causar dano às células cerebrais.

A equipe anunciou que a próxima etapa do trabalho será testar drogas que inibam a AEP em animais que sofram de Parkinson. EFE

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